A Redução de Danos é um novo modelo e paradigma para abordar as questões associadas ao consumo de drogas lícitas e ilícitas, em seus múltiplos aspectos, incluindo prevenção, tratamento, controle e elaboração de políticas e estratégias para lidar com os problemas decorrentes do uso indevido de drogas.
Para isso, são necessárias intervenções e políticas elaboradas para servir ao usuário de drogas, que reflitam as necessidades individuais e comunitárias específicas. Assim, não existe uma definição universal ou fórmula para implementação desse modelo. Uma possível definição seria a de um conjunto de estratégias práticas que tem por objetivo ir ao encontro do usuário ou dependente, para ajudá-lo a prevenir, reduzir ou eliminar os possíveis danos decorrentes do consumo de drogas.
No entanto, é preciso distinguir entre redução de danos como meta e como estratégia. Como meta geral, todas as políticas de drogas almejam reduzir danos associados ao consumo - o que inclui medidas repressivas, como a criminalização de determinadas substâncias psicoativas e do consumidor, entre outras. Os programas de tratamento orientados somente para abstinência também almejam reduzir danos.
No entanto, como uma estratégia específica, a redução de danos se refere somente àquelas políticas e programas que almejam reduzir os males decorrentes do consumo de drogas sem exigência de abstinência. Ou seja, embora a abstinência seja obviamente o meio mais seguro para evitar os problemas decorrentes do uso de drogas, entre as estratégias de redução de danos não se incluem programas de tratamento orientados exclusivamente para essa meta. Entretanto, não é correto pensar que Redução de Danos é sinônimo de legalização. Esse modelo simplesmente reconhece e aceita que o uso de drogas sempre existiu e sempre existirá.









